quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Câmara aprova documento único para brasileiros


 doc
São Paulo – A Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto para criar o Documento de Identificação Nacional (DIN), um documento único que reuniria todos os dados dos brasileiros por meio de uma tecnologia de chip. O texto ainda vai ser enviado para o Senado e, se aprovado, passará pela sanção do presidente Michel Temer (PMDB).
O projeto de lei, que tem o número 1775/15, foi enviado ao Congresso pela União. O texto aprovado ontem, contudo, era um substituto feito pelo deputado Julio Lopes (PP-RJ).
De acordo com o projeto, o DIN iria dispensar a apresentação de outros documentos nacionais (como o RG, CPF e título de eleitor). Ele seria emitido pela Justiça Eleitoral ou por delegação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a outros órgãos, podendo inclusive substituir o título de eleitor.
O documento seria impresso pela Casa da Moeda e teria o número do CPF como base para identificação do cidadão. Já os documentos emitidos pelas entidades de classe somente seriam validados se atendessem os requisitos de biometria e de fotografia conforme o padrão utilizado no DIN. As entidades de classe teriam ainda dois anos para adequarem seus documentos aos requisitos exigidos pelo novo documento.
Identificação nacional
O projeto prevê ainda que o documento seja emitido com base na Identificação Civil Nacional (ICN), um cadastro que usaria a base de dados biométricos da Justiça Eleitoral, a base de dados do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC – Nacional), da Justiça Eleitoral, dos institutos de identificação dos estados, do Instituto Nacional de Identificação, entre outros órgãos.
Essa nova base de dados seria armazenada e gerida pelo TSE, que teria de garantir o funcionamento simultâneo entre os sistemas eletrônicos governamentais, ou seja, uma comunicação eficiente sem problemas de compatibilidade.
O TSE garantiria à União, aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios e ao poder legislativo o acesso à base de dados da ICN, de forma gratuita, exceto quanto às informações eleitorais. A integração da ICN ocorreria ainda com os registros biométricos das polícias Federal e Civil.
Seria proibida a comercialização, total ou parcial, da base de dados da ICN, com pena de detenção de 2 a 4 anos e multa para quem descumprir essa proibição.
Além disso, o projeto prevê a criação um comitê da ICN, composto por três representantes do Executivo federal, três representantes do TSE, um da Câmara dos Deputados, um do Senado Federal e um do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Se o projeto for aprovado no Senado e sancionado por Temer, o comitê teria a atribuição de recomendar os padrões técnicos da ICN e as diretrizes para administração do Fundo da Identificação Civil Nacional (FICN), que custearia o desenvolvimento e a manutenção do cadastro.
*Com informações da Agência Câmara.

Exame.com Bárbara Ferreira Santos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fachin é relator de processo envolvendo Belo Monte desde maio de 2016


Delação de funcionário da Camargo Corrêa e de ex-senador foi essencial para a investigação

FILIPE COUTINHO
16/02/2017 - 10h01 - Atualizado 16/02/2017 10h03
Ministro Edson Fachin (Foto:  José Cruz/ABR)
O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizou a Operação Leviatã, deflagrada nesta quinta-feira (16), que teve como alvos Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), e Luiz Otávio Campos, ex-senador ligado ao senador paraense Jader Barbalho. Mas não é a primeira incursão de Fachin no universo da usina de Belo Monte, no Pará. Em maio do ano passado, o magistrado havia autorizado a abertura de um inquérito contra Edison Lobão. Em junho, o STF autorizou um novo inquérito para apurar a participação dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), além de Jader Barbalho.
A investigação teve a ajuda fundamental de um delator da construtora Camargo Corrêa: Luiz Carlos Martins e do ex-senador Delcídio Amaral.
Fachin, neste caso, não substituiu Teori Zavascki na relatoria. Ele já era relator porque essa investigação foi um desdobramento da Lava Jato.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Professores que recebiam salário sem trabalhar são denunciados

Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia contra 10 professores da rede estadual de ensino, além de dois diretores unidade de ensino
Foto: Reproduçã
Dez professores da rede estadual de ensino, no município de Pio XII, foram denunciados pelo Ministério Público do Maranhão por terem recebido salários sem trabalhar. Também foram denunciados dois dois diretores de escola estadual e a chefe da Regional de Educação de Santa Inês da Secretaria de Estado da Educação.
Segundo a denúncia, formulada pelo promotor de justiça Francisco Thiago Rabelo, os professores permaneceram entre 2013 e 2016 sem trabalhar nas escolas estaduais, mas recebendo seus proventos. De acordo com o procedimento investigatório do Ministério Público, para concretizarem a prática ilegal, os professores falsificavam a folha de ponto, com conivência dos diretores das escolas e da Regional de Educação.
Os denunciados são Ivan do Vale Segundo, Valquíria de Fátima Andrade, Iracélia Naiva de Oliveira, Valmilúcia da Silva Nascimento, Damião da Silva Veloso, Gilcênio Vieira de Sousa, Maria Neide de Oliveira, Iara Adriana Araújo Portilho, Elisiário Sousa Oliveira e Everaldo Gonçalves Batalha. Todos são professores da rede estadual de ensino que foram contratados pelo município de Pio XII, no período de 2013 até 2016, para exercer variadas funções. Durante esse período eles receberam valores monetários do estado e do município, sem, no entanto, realizar qualquer atividade nas escolas estaduais onde eram lotados.
Também foram denunciados os diretores das escolas estaduais Centro de Ensino Jansen Veloso e Centro de Ensino Rafael Braga Oliveira, respectivamente, Joycenildo da Silva Franco e Gilson Assis Silva, além da chefe da Regional de educação de Santa Inês, Maria Zuíla de Sousa Silva. Segundo a denúncia, os diretores “eram coniventes com os representados, que assinavam as folhas de frequência e preenchiam o diário de classe, mesmo sem prestarem serviços nas escolas estaduais”.
Na denúncia do Ministério Público, o promotor de justiça Thiago Rabelo argumenta, que, “como (ficou) vastamente demonstrado nos autos, a Secretaria de Educação do Maranhão jamais realizou qualquer tipo de parceria com o Município de Pio XII que viabilizasse essa permuta, devem ser considerados partícipes (os diretores das escolas), devendo ter suas responsabilidades penais na medida de suas culpabilidades a serem demonstradas na instrução processual, nos termos do Art. 29 do CP”.
No que se refere à professora Iara Adriana Araújo Portilho, a investigação constatou que ela trabalhou como secretária de Educação de Pio XII de 2013 até 2016, recebendo remuneração do município e do estado, sem prestar serviço à Secretaria de Estado da Educação. “Requisitou-se à Regional de Educação de Santa Inês para que informasse se existia ou não autorização legal para afastamento de Iara Adriana, sendo respondido pela negativa”, relata o texto da Denúncia.
       Penalidades
Como punição aos denunciados, o Ministério Público requereu a condenação pelos crimes de peculato (pena varia de dois a 12 anos) e falsidade ideológica (pena de um a cinco anos). Para os delitos praticados por Ivan de Paiva Vale, Valquíria de Fátima Andrade, Iracélia Naiva de Oliveira, Valmilúcia da Silva Nascimento, Damião da Silva Veloso, Gilcenio Vieira de Sousa, Maria Neide de Oliveira e Iara Adriana Araújo Portilho, que, conforme apurado nos autos, deixaram de prestar serviços nas escolas estaduais, de fevereiro de 2013 até julho de 2015 e de fevereiro de 2016 até julho de 2016, totalizando 36 meses, foi requerido aumento da pena por 36 vezes.
Para Elisiário Sousa Oliveira e Everaldo Gonçalves Batalha, que pagavam pessoas para trabalharem em seus locais de lotação, de fevereiro de 2013 a julho de 2015, num total de 30 meses, foi solicitado o aumento da pena em 30 vezes. Em relação aos diretores das escolas estaduais (Joycenildo da Silva Franco e Gilson Assis Silva) e à chefe da Regional de Educação de Santa Inês, Maria Zuíla de Sousa Silva, foi o pedido o enquadramento deles, ainda, como partícipes dos crimes
 O ESTADOMA.COM, COM INFORMAÇÕES DE ASSESSOR-  14/02/2017 às 10h16


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

TODO MUNDO SABIA: POLICIAIS QUE DESAPARECERAM EM BURITICUPU ERAM ACUSADOS DE VÁRIOS CRIMES

Um grupo de comerciantes e moradores da cidade de Buriticupu resolveu se manifestar a respeito do desaparecimento do cabo Júlio César da Luz Pereira e do soldado Carlos Alberto Constantino Sousa.

De acordo com os comerciantes e moradores os dois policiais desaparecidos eram acusados da pratica de vários crimes e tinham um patrimônio incompatível com os salários que recebiam na Policia Militar do Estado do Maranhão.

Os moradores da cidade se posicionam contra o afastamento do major Queiroz e tenente Josuel que faziam parte do comando da 14ª Companhia da Policia Militar, onde os policiais desaparecidos eram lotados.

Uma professora da cidade de Buriticupu concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Silvan Alves no programa BANDEIRA 2 da Tv Difusora, onde relata as acusações que eram feitas contra os policiais desaparecidos.
Veja:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=nJUJVoypg0c

 
Matéria do Blog  Silvan Alves.  http://www.reportersilvanalves.com.br/

Eike chega ao Rio e é preso pela PF


Mariana Sallowicz
Eike Batista teve prisão decretada pela Polícia Federal
Eike Batista teve prisão decretada pela Polícia Federal

O avião que trouxe de volta ao Brasil o empresário Eike Batista pousou na manhã desta segunda-feira, 30, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. A aeronave, que veio de Nova York, tocou o solo brasileiro às 9h54. O empresário foi escoltado por policias federais logo que desembarcou na pista do aeroporto. Eike não estava algemado, carregava apenas uma mala de mão. A expectativa é que ele passe hoje por exame de corpo delito no Instituto Médico Legal.
Eike estava foragido desde quinta-feira,26, quando a Polícia Federal tentou cumprir um mandado de prisão preventiva contra ele, como parte da Operação Eficiência, que investiga um esquema de corrupção montado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O empresário é investigado por um suposto repasse de US$ 16,5 milhões em propina a Cabral.
O ex-bilionário deixou o Brasil dois dias antes da operação da PF, no dia 24. A prisão dele estava decretada pela Justiça do Rio desde 13 de janeiro.
'À disposição'
No domingo quando esperava o embarque para o Rio de Janeiro no aeroporto JFK, em Nova York, o empresário afirmou em entrevista à TV Globo que volta ao País para responder à Justiça. "Eu estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever. Está na hora de ajudar a passar as coisas a limpo”, disse. “Estou à disposição da Justiça”, completou.
Eike Batista negou a intenção de ir para a Alemanha, país do qual é cidadão. “Não. Eu venho sempre a Nova York, a trabalho”, afirmou.
O advogado de Eike Batista, Fernando Martins, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a estratégia de defesa do empresário ainda está indefinida, inclusive uma possível delação premiada. “Ele estava em uma viagem a negócios. Só combinamos a sua volta e amanhã vamos conversar sobre a estratégia. Após a chegada dele é que vamos definir os procedimentos”, disse, ao ser questionado sobre um pedido de habeas corpus ou de uma possível colaboração premiada.
De acordo com Martins, não houve negociação com a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal na busca de melhores condições para o ex-bilionário. Eike Batista não tem o ensino superior completo, por isso poderá ficar em um presídio comum. “Não houve negociação nenhuma. Isso (o presídio) fica a cargo das autoridades. Ele vai se apresentar e a Polícía Federal vai definir (se destino)”, disse Martins.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki está na lista dos passageiros do avião que caiu nesta quinta-feira no mar próximo a Paraty,

RIO — O presidente Michel Temer foi informado de que o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki está na lista dos passageiros do avião que caiu nesta quinta-feira no mar próximo a Paraty, próximo a Ilha Rasa, na Costa Verde do Rio de Janeiro.
Assessores do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram que Zavascki está na lista de passageiros. O avião saiu de São Paulo. Não há informação sobre o número de passageiros, ou se houve sobreviventes. A família do ministro já foi informada, além do presidente Michel Temer e da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que busca informações sobre os passageiros.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/…/teori-esta-na-lista-dos-passageir…
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pesquisa aponta tendências de comunicação interna que serão adotadas em 2017


Resultado de imagem para abracon.org.br
Além das contas no azul, qualidade das entregas e boa reputação no mercado, as empresas bem-sucedidas têm outra coisa em comum: elas compartilham com os colaboradores suas estratégias e mantêm um canal aberto para o diálogo entre todos os níveis hierárquicos. Claro que outros fatores contribuem para o sucesso de mercado e financeiro, mas que a estratégia de comunicação interna e a plataforma de canais integrados têm grande influência, isso tem. 

Sabendo da importância da CI para que as empresas sejam classificadas como melhores e maiores do país, a Ação Integrada e a SocialBase estão lançando o eBook Tendências – Como será a comunicação interna em 2017. O material é resultado da pesquisa feita com profissionais de comunicação interna de mais de 200 empresas do Brasil. Elas foram classificadas em pequenas (até 100 funcionários), médias (até mil) e grandes (mais de mil). 


O mundo mudou para todo mundo


Quanto aos desafios de CI para este ano, o principal será o fortalecimento da liderança comunicadora, segundo 21% dos pesquisados que trabalham em empresas de todos os portes. Nas médias, esse indicador será maior: 26%. 

A migração de canais impressos para digitais também estará na pauta dos profissionais do setor em 2017.  É que 44% devem diminuir, cortar ou nem investir em mídia impressa. Por outro lado, 49% vão aumentar ou manter o investimento em canais digitais de comunicação interna. Apenas 3% não têm interesse ou não vão investir nisso ao longo de 2017. Entre os canais digitais que mais receberão investimento de tempo e dinheiro, estão intranet (20%), mural digital/TV corporativa (19%) e redes sociais (18%).  

A frequência de estímulos de comunicação interna nas pequenas e médias empresas aumentará, de acordo com os participantes, deixando a média geral em 53%. Nas grandes, porém, a maioria (48%) manterá a frequência atual. Os três principais temas que devem permear a frequência maior de comunicação com os colaboradores – ou a manutenção dela – são: benefícios e programas de RH (14%), objetivos e estratégias da empresa (13%) e cultura (10%). Para manter esses assuntos na comunicação formal e informal junto aos colaboradores, as empresas darão mais foco aos multiplicadores, já que 20% delas vão aderir a essa estratégia e 53%, intensificar o uso desse grupo como porta-vozes. 

Essas são algumas das tendências de comunicação interna para o ano e você pode acessar o material completo
 aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Fotógrafo faz registro raro de tribo isolada em floresta no Acre; veja imagens





RICARDO STUCKERT Índios observam aeronave escondidos atrás de árvore

O céu escureceu e uma forte chuva obrigou o helicóptero que sobrevoava uma floresta no Acre a pousar. O temporal demorou para passar e a tripulação decidiu voltar ao ponto de partida antes de escurecer.
A chuva frustrou a viagem, mas proporcionou um registro raro e histórico de uma tribo indígena isolada, próximo à fronteira com o Peru. "É como achar uma agulha no palheiro. Pura sorte", definiu o fotógrafo Ricardo Stuckert.
A BBC Brasil teve acesso a parte dos registros feitos por Stuckert no último domingo. Ele viajava para a aldeia Caxinauá (também no Acre), onde faria uma sessão de fotos para o livro Índios Brasileiros. A obra vai documentar a rotina de 12 tribos brasileiras e será lançada no dia 19 de abril de 2017 - Dia do Índio.
RICARDO STUCKERT Índio se prepara para disparar flecha
Mas ele estava acompanhado do experiente sertanista José Carlos Meirelles, que trabalhou para a Fundação Nacional do Índio (Funai) durante 40 anos, e a dupla resolveu investigar uma área da mata com mais calma.
RICARDO STUCKERT Construção feita pelos índios
"Depois da chuva, a gente voltou e viu umas malocas feitas de palha. A gente estava voando muito rápido, mas vimos plantações e decidimos voltar. Encontramos a tribo e eu comecei a fotografar", relata o fotógrafo.
RICARDO STUCKERT Grupo de indígenas registrado
Ao identificar uma possível ameaça, os índios reagiram. Os olhares de surpresa e raiva contra o helicóptero foram registrados pelas poderosas lentes de longo alcance de Stuckert. A tribo atirou dezenas de flechas na tentativa de afastar a aeronave, que sobrevoou a região durante sete minutos.
 RICARDO STUCKERT Indígena olha para helicóptero

O próprio Meirelles avalia o voo como algo invasivo à comunidade isolada. "É um registro importante, mas é uma certa agressão. Por isso, a gente toma o cuidado de não voar baixo para não assustar tanto. Por outro lado, o mundo precisa saber que eles existem e que precisamos de políticas para conservá-los", disse Meirelles, que demarcou áreas de tribos isoladas durante os 20 anos que trabalhou na região.
Ele estima que a tribo, identificada apenas como "Índios do Maitá", por estar próxima ao rio de mesmo nome, é composta por cerca de 300 pessoas. O número, segundo ele, é bem grande para uma aldeia isolada.
Algodão
 RICARDO STUCKERT Índios em recorte mais aproximado da imagem
Segundo o sertanista, não há nenhum relato ou documento de aproximação dessa tribo com povos civilizados e até mesmo outros grupos.
Após o sobrevoo e uma primeira análise das fotos de Stuckert, José Carlos Meirelles identificou detalhes que revelam alguns costumes dos índios isolados.
"As mulheres usam uma saiota e eles têm plantações de algodão. São sinais de um povo que tece e fia. Parte deles também possui um cabelo incomum: careca até a metade da cabeça e comprido da metade para trás", relatou.
RICARDO STUCKERT Grupo de índios fotografados durante a expedição, em recorte mais aproximado da imagem
Emocionante
O sertanista afirmou que os índios são mais altos que a média e os homens amarram o pênis a uma espécie de cinta. O especialista também identificou que a tribo planta milho, banana, mandioca e batata.
 RICARDO STUCKERT Região onde índios foram localizados
O grupo fotografado vive numa área de 630 mil hectares onde estão três reservas indígenas: Kampa Isolados do Envira, Alto Tarauacá e Riozinho do Alto Envira. O sertanista disse que, apesar do completo isolamento, a localização aproximada da tribo já era conhecida. 
Nas fotos, não foram identificados objetos ou características que possam ter sido influenciadas ou levadas a eles por outros povos.
Um dos fatores apontados pelos especialistas para a sobrevivência da tribo é o fato dela estar localizada numa região de difícil acesso de madeireiros, garimpeiros e seringueiros.
 RICARDO STUCKERT Em close mais aproximado, o grupo de índios

Stuckert, que trabalhou como fotógrafo da Presidência da República durante oito anos e tem 28 anos de experiência na profissão, disse que o registro dos índios está entre "os mais emocionantes" de sua carreira.
"Eu gostaria de voltar lá, mas acho que a gente não pode ter contato. Precisamos preservar isso e quero que as minhas fotos mostrem que a gente tem que mapear tudo o que está perto e protegê-los para que não tenham problemas externos", afirmou.
O fotógrafo disse ter ficado "maravilhado" por registrar pela primeira vez na sua carreira uma população que nunca teve contato com uma população isolada.

 RICARDO STUCKERT Índios se escondem ao ver helicóptero
O sertanista José Carlos Meirelles também demonstra felicidade por ter visto os índios isolados, mas se disse preocupado com o possível avanço do desmatamento e de seringueiros.
"Fiquei muito feliz em saber que estão bem. Foi muito bom ver que eles têm um roçado e estão no seu espaço. O problema é que ninguém sabe até quando."




















quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Verdade seja dita, Mentira tem perna curta


Com a proximidade da eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Açailândia, cresce a especulação de quem será o novo presidente da casa para o biênio 2017/18. O grande problema são as fofocas e mentiras ditas à população do município, por “mentes férteis”.

O durante todo o dia a fofocaiada rolou solta, inclusive em alguns meios comunicação da cidade, que o grupo dos novos vereadores eleitos, o já batizado G10 estariam em salinas, praia no litoral paraense.

Não se sabe com que objetivo, ou quem está interessado em tirar proveitos das mentiras, levadas ao público. O fato é esculacharam os vereadores que formaram um grupo com o objetivo de disputar a presidência da câmara. O que é legítimo, não há nada regimental que impeça isso.

Mais a verdade é que não existe até agora nada de Salinas. Falei agora a noite, por volta das 20:00hs, com um dos integrante do grupo, que me enviou inclusive fotos deles jantando no Zeppli. Ele inclusive ficou estarrecido com tanta maldade.
Por fim, o que de fato eles me passaram, é que estão firmes e focados no que planejaram. 

Nada, segundo informações vai abalar o grupo. A confiança é de que dará tudo certo. É esperar pra ver.
Zeca Carvalho
Jornalista-Registro  MTB-1041/MA


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A pós-verdade é uma velha novidade; fact-checking, não

Se 2016 foi o ano da pós-verdade, o que vem depois? Tudo.
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uase 50 anos antes de a Universidade de Oxford considerar 2016 o ano da pós-verdade, a filósofa alemã Hannah Arendt publicava, em seuVerdade e Política, uma crítica à permanente ameaça da dissolução do conceito de fato. Ela relembra como a União Soviética sob o regime stalinista tentou apagar Leon Trotsky de registros fotográficos revolucionários, sob o pretexto de reescrever seus livros de história.
Esse tipo de comportamento, repetido como fundamento de sociedades totalitárias, ganha cores fortes em regimes da democracia contemporânea. A ausência de figuras que de fato representam uma sociedade coesa nos levam à outra extremidade do sistema político: a de ausência, pulverização ou anulação do poder.
Nesse vácuo, políticos sofisticaram o discurso mentiroso. Lá fora, lavam suas versões pouco populares da realidade nas redações de veículos partidários. Aqui no Brasil, o expediente foi exaustivamente explorado por meio de blogs progressistas, há pelo menos dez anos, e tenta agora tomar forma, de maneira mais sofisticada, a partir de páginas do Facebook sem figura jurídica determinada.
Em 17 de novembro, um grupo de mais de 20 organizações de checagem de fatos em todo o mundo divulgou uma carta endereçada a Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, para propor colaboração no combate à disseminação de notícias falsas na rede social. Depois de rejeitar qualquer tipo de influência na proliferação de informações errôneas, a empresa divulgou um pacote com sete ações para evitar boatos. Uma delas é associar-se a veículos de fact-checking para uma abordagem jornalística mais rigorosa.

Resultado de imagem para fact-checkingSe o Facebook é um dos principais difusores de informações em nível mundial, não é errado dizer que o futuro da checagem, em 2017, passa necessariamente pelas redes sociais. A ideia é transformar essas plataformasantes meros instrumentos de distribuição jornalísticae torná-las, fundamentalmente, fontes a serem investigadas.
Se a disputa política se trava ali, sob a chancela dos políticos cujos discursos costumamos monitorar, e a realidade como vemos é reproduzida em seu ambiente, é essencial a ocupação desse espaço de modo muito mais rigoroso do que já é feito. No Brasil, isso tende a se intensificar entre o fim de 2016 e o início de 2017. Aos Fatos, por exemplo, é o primeiro veículo brasileiro a receber o selo “Fact-Check” do Google, em uma primeira tentativa da empresa de tornar mais criteriosa a busca de informações confiáveis em sua principal ferramenta.
É no compromisso certificado pela International Fact-Checking Network que veículos autenticamente preocupados com a busca da verdade podem se basear. Longe de encerrar dúvidas, esses princípios englobam ações básicascomo a adoção de critérios de apartidarismo e de transparência de financiamentoque permitem que jornalistas exerçam seu ofício de maneira honesta entre seus pares e para o seu público.
É esse público, aliás, que sabe, graças aos quixotescos checadores, que Donald Trump é um mentiroso contumazou que candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo cometeram erros em 75% das suas declarações durante a campanha de 2016. Estudos já provaram que isso faz diferença para consumidores de jornalismo em específicoe a sociedade, de maneira geral.
Para financiadores do jornalismo, também. Lá fora, investem em projetos como o do Le Monde, que está tentando automatizar parte de suas operações de fact-checking para corrida eleitoral francesa do ano que vem. Aqui, 2017 será um balão de ensaio tecnológico para as eleições nacionais de 2018. Há espaço (e tempo) para o desenvolvimento de aplicativos, publicadores,add-ons e bancos de dados inteligentes para municiar checadorese o jornalismo, de modo geralno combate à disseminação de mentiras nas redes.
Resultado de imagem para fact-checkingNo entanto, sem critério, a tentativa de combater notícias falsas pode ter um efeito colateral em 2017. No New York Times, John Herrman argumenta que a fixação ao conceito puro e simples de “notícia falsa” pode piorar a sensação de que rigorosamente toda investigação jornalística não tem mais credibilidade.
“O uso estenográfico do termo ‘notícia falsa’ certamente causará reação inversa dez vezes maior. A narrativa da notícia falsa, como compreendida e usada, já começou a abarcar não apenas histórias falsas e fabricadas, mas também um conjunto maior de veículos tradicionais no Facebook e em outras redes. Fox News? Notícia falsa. Afirmações enganosas de [Donald] Trump a respeito da geração de empregos da Ford nos Estados Unidos? Notícia falsa. Todos os veículos hiperpartidários do Facebook? Notícia falsa. Essa formulação ampla do termo será aplicada à mídia tradicional, que ainda não entendeu quão ameaçada está sua habilidade de classificar algo que é verdadeiro efetivamente como tal”, diz.
Quem se propõe a checar deve ter claro que há diferenças substanciais entre o que é verdadeiro e o que é falsoe honestidade para admitir que há um sem número de nuances entre esses dois extremos. Por isso, se é perigoso deixar que uma única corporação de viés monopolista tome a decisão de monitorar ou não boatos virtuais, também deve estar fora de cogitação a criação de uma espécie de “Índex do Real Jornalismo”.
Em 2017, começamos tudo de novo, sob os auspícios de uma velha novidade. É bom que se lembre, entretanto, da pós-verdade de Hannah Arendt: segundo ela, o perigo da substituição total da verdade factual por falsidades não significa que a mentira irá prevalecer. “Em vez disso”, escreve a autora, “vencerá o cinismo, que torna impossível a distinção do que é real e o que não é”.

Por Tai Nalon diretora de @aosfatos. política, jornalismo - Este texto faz parte da série O Jornalismo no Brasil em 2017. A opinião dos autores não necessariamente representa a opinião da Abraji ou do Farol Jornalismo.