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segunda-feira, 24 de outubro de 2011


O deputado Hemetério Weba acaba de divulgar na sua página no Facebook que o processo da perda do mantato foi arquivado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa tendo como base a decisão da Desembargadora Raimunda Santos Bezerra. A Resolução Administrativa Nº 991/2001 foi publicada na edição do Diário da Assembleia desta segunda-feira.
E agora o que vai acontecer? Qual será o próximo capítulo dessa novela sem fim?

Esporte ‘turbinou’ reduto de Flávio Dino


No muro envelhecido do Estádio Duque de Caxias,"ampliado e reformado": "Nunca desista dos seus sonhos"
O ainda ministro do Esporte, Orlando Silva, econômico em termos de envio de recursos para o Maranhão, tem sido generoso pelo menos para com uma cidade do estado – Caxias, um dos redutos do seu correligionário e atual presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB).
Cidade comandada pelo prefeito Humberto Coutinho (PDT), patrocinador explícito de todos projetos eleitorais de Dino, Caxias recebeu nos últimos cinco anos quase R$ 4 milhões da pasta dirigida pelo comunista. A quantia supera em mais de três vezes a destinada a São Luís no mesmo período. A capital maranhense tem população sete vezes maior do que o reduto do presidente da Embratur. Os dados são do Portal da Transparência do Governo Federal.
Veja o quadro dos repasses desde 2006:
De 2006 a 2010 Caxias recebeu do Ministério do Esporte R$ 3,910 milhões. No mesmo período São Luís, que nos últimos três anos está sob o comando de João Castelo (PSDB), que derrotou Dino nas eleições de 2008, recebeu R$ 1,281 milhão.
São 11 obras ou ações do Programa Segundo Tempo bancados pela pasta de Orlando Silva na cidade comandada por Humberto Coutinho, dentre elas um “complexo oficial de atletismo” que já recebeu R$ 600 mil e que se ficar pronto se resumirá a uma quadra poliesportiva e três piscinas semiolímpicas. Até agora não existe nada feito.

Um dos dois “campos de beach soccer” em Caxias: R$ 312 mil e o poste penso
Nas ações desenvolvidas em Caxias, com o dinheiro repassado pelo Ministério do Esporte, tudo é muito frágil em termos de medição. O Portal da Transparência mostra a liberação de R$ 312 mil para dois “campos de beach soccer” e só se consegue ver ali duas quadras comuns, uma delas com piso de areia, alambrado, batente de dois níveis que serve como arquibancada e quaro postes com refletores de baixa potência. Não tem nem muro de proteção. A outra quadra, pior ainda, na área de uma escola, tem menos equipamentos e um dos postes está penso, ameaçando cair.
Para a reforma do Ginásio João Castelo o ministério mandou R$ 400 mil em 2007, diz o Portal da Transparência. No entanto, Humberto Coutinho, parece não ter feito nada pelo menos até agora. “Tá péssimo, nunca fizeram nada”, diz a atleta Alexamia Costa, 16. “Os banheiros estão horríveis. Os vasos não tem descarga”, completa Mariana Mesquita, 17.

Ginásio João Castelo, reforma de R$ 400 mil: sem descargas e paredes riscadas

Estádio Duque de Caxias, R$ 200 mil para ampliação: espera por retoques
Patrocinador e  copiloto
Para o ex-juiz federal, Humberto Coutinho é tudo. O presidente de fato do PCdoB no Maranhão não teria ido a lugar nenhum, em termos eleitorais, não fosse o jeitão de Coutinho de comandar eleições na base do “fechamento” de redutos. Em 2006 Dino ganhou de HC, como é conhecido o prefeito, o único mandato que teve até hoje, de deputado federal, com votações retumbantes em cidades nas quais não era nem conhecido.
Em 2010, às vésperas da campanha para o Governo do Estado, Dino, sob lentes de filmadoras, disse que Coutinho era modelo de honestidade e que, de tão amigo, seria uma espécie de copiloto seu quando chegasse ao Palácio dos Leões. Não chegou, ficou no meio do caminho, derrotado por Roseana Sarney (PMDB) ainda em primeiro turno. 
 Roseana Sarney (PMDB) ainda em primeiro turno. Reveja o vídeo:


Humberto Coutinho já pilotou, sim, escândalos, inclusive em rede nacional, quando o Jornal Nacional da Rede Globo constatou que ele servia comida estragada para as crianças das escolas municipais e pagava a um vereador correligionário por toneladas de carne bovina que nunca foi servida na merenda escolar.
Da eleição de 2006, o prefeito de Caxias saiu deixando provas de que funcionou como um dos “lavadores” de dinheiro para o funcionamento da chamada “cooperativa de candidatos”. Ele recebia emendas da Secretaria de Saúde, simulava processos de licitação, comprava notas frias e fazia com que “laranjas” depositassem o resultado de tudo na conta dos filhos de Aderson Lago, na chamada “Operação Ópera Prima”.
Informações/Décio Sá

José Sarney

"A burrice e a política"

Quando eu era presidente da República, em momentos difíceis, me aconselhavam a dar um “murro na mesa”. Eu respondia com paciência que havia dois perigos nessa atitude: ou quebrar a mesa ou quebrar a minha mão. Fui visitar Jânio Quadros quando estava muito doente, com grande dificuldade de levantar-se. Ao me saudar, sem perder aquela teatralidade que marcava seus gestos me disse: “Jô!, Jô! Jô!, não é Sarney. Nunca vi tanta tolerância e paciência”. Mas políticos encontramos de todos os tipos. Uns são bons, outros são maus. Mas não devemos julgar os políticos somente por estes, numa generalização deformada. Em geral, os maus políticos começam pela burrice e a burrice embota. Talvez este seja o menor defeito de um mau político. Este não depende do caráter nem de qualquer formação moral. Podemos dizer ser um defeito físico de nascença, assim como um pescoço torto. São burros e pronto! E não há nenhum milagre que cure a burrice. Eu sempre brinco que Jesus fez todos os milagres: fez cego ver, morto ressuscitar, aleijado andar, mas em nenhuma passagem do Evangelho há uma de que Cristo tenha transformado um burro em inteligente. Piores são os defeitos do ódio, da inveja, da maldade, da indignidade, da mentira, da desonestidade e o maior de todos, aquele que Santo Agostinho dizia ser o mais abjeto: a traição. E foi um poeta, Valéry, não foi um santo nem um político, que disse ser a mais repugnante das atividades humanas, a política “porque lida com a ingratidão”. Shakespeare, na tragédia de Macbeth, tem uma passagem em que ele diz “que a ingratidão é uma fúria com o coração de pedra”. Já Sartre com sua irreverência reagia com revolta dizendo que “quem mexe com política está sempre com a mão na m…”. Porque estas reflexões? É assistir o injusto debate de alguns idiotas sobre uma das maiores obras de amor e benemerência ao Maranhão que eu fiz: doar ao povo do Maranhão um patrimônio, que os outros presidentes venderam, do meu valioso arquivo de mais de um milhão de documentos, três mil peças de museu de obras de arte e uma biblioteca de mais de 30.000 livros, muitos raríssimos que acumulei ao longo de minha vida. E o fiz com grandeza, amor e desprendimento. Mais de cem mil pessoas, com presença registrada no livro de visitas, passaram na Fundação José Sarney, ponto de turismo e estudo da História do Brasil. Vejo nessa reação, reunidos, todos aqueles defeitos que movem o ódio político: a inveja, a burrice e a ingratidão.

José Sarney foi governador, deputado e senador pelo Maranhão, presidente da República, senador do Amapá por três mandatos consecutivos, presidente do Senado Federal por três vezes. Tudo isso, sempre eleito. São 55 anos de vida pública. É também acadêmico da Academia Brasileira de Letras (desde 1981) e da Academia das Ciências de Lisboa
jose-sarney@uol.com.br

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